Blog para professores. Sugestões de aulas, interpretações, produções de textos, teatros, animações...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ENCENAÇÃO DE POEMAS
domingo, 11 de outubro de 2009
POR QUE NÃO LER OS CLÁSSICOS? EIS A QUESTÃO.
RESUMO
O interesse pela realização de um estudo sobre a rejeição dos alunos quanto à leitura, principalmente da literatura clássica, iniciou-se durante o primeiro semestre nas Escolas Estaduais Dom José de Haas e Industrial São José no Vale do Jequitinhonha em Araçuaí. Estamos diante de uma rejeição quando nos referimos à leitura; a perda de interesse é encontrada em todas as séries do ensino fundamental e médio. Diante disso, deve-se estar ciente de que o gostar de ler não tem nada a ver com herança genética ou biológica, ninguém nasce gostando de leitura, aprendemos a gostar de ler e essa aprendizagem é cultural. O fato demonstra, então, que o modo de abordar a literatura na escola não está recebendo a atenção necessária, um estímulo adequado. Vê-se, portanto, a necessidade de buscar, criar soluções para que as crianças e adolescentes tenham uma experiência positiva em relação à leitura. Neste trabalho além de mostrar e analisar a pesquisa feita quanta a essa rejeição ao livro literário também pretende, portanto, apresentar propostas pedagógicas que podem possibilitar ao aluno uma experiência gratificante em ler, não uma rotineira tarefa escolar. Enfim, faz-se necessário uma mudança na prática pedagógica dos educadores como meio de criar no educando encantamento pela leitura.
Palavras-chave: leitura, literatura, Ensino Médio.
Introdução
Para professores de língua portuguesa, a seguinte afirmação de Perini causa, no mínimo, desânimo em relação ao ensino dessa disciplina:
Argumenta-se que uma das finalidades do ensino gramatical é conscientizar o estudante de sua língua, da língua que ele deve aprender a manejar, seja lendo, seja escrevendo. Mas certamente muito poucos estudantes chegarão a produzir textos literários; digo mais: poucos chegarão a adquirir o hábito de ler textos literários. Mas é certamente necessário (embora ainda estejamos terrivelmente longe de consegui-lo) que eles cheguem a manejar a linguagem técnica e jornalística, pelo menos como leitores (PERINI, 1985, p. 97)
As qualidades da literatura que a tornam fundamental na formação dos estudantes estão muito além do prosaico comunicador diário e trivial. Há a linguagem artística, que entra no terreno do imprevisível e surpreende pelo inédito e pela criatividade. Ilumina recantos da vida normalmente obscuros, inacessíveis ao gasto linguajar comum. Sabe ser jocosa, sarcástica. E comove, tocando a sensibilidade, libertando no leitor emoções que de outra forma talvez nunca se manifestassem e por isso rejeitam as boas obras. Quando se fala em rejeição pelos clássicos, logo vêm à cabeça as possíveis causas dessa antipatia: Primeiramente, pensa-se no fator sócio-econômico que impossibilita a aquisição de bons livros; depois, no hábito da leitura que é socialmente construído e os pais não cultivam esse hábito; a precariedade dos acervos que as bibliotecas das instituições públicas de ensino dispõem, tanto que ao indicar um livro o educador sente-se limitado às obras que a escola oferece; e finalmente, a leitura como atividade avaliativa obrigatória aumenta o desinteresse dos jovens pela mesma.
Seria, então, uma boa opção criar atividades dinâmicas na sala de aula para estimular o gosto pela leitura, tanto nos jovens quanto nas crianças, mais facilmente influenciáveis e com um futuro em aberto cheio de gavetas onde guardar o prazer da leitura.
Desenvolvimento
Leitura: prazer x obrigação
Pesquisa realizada nas escolas Estaduais Dom José de Haas e Industrial São José
Método
1. Sujeitos
Participaram da pesquisa 160 alunos, de idade entre 14 e 18 anos. Os alunos freqüentam a 2ª série do ensino médio das Escolas Estaduais Dom José de Haas e Industrial São José, no Vale do Jequitinhonha em Araçuaí. Pertencentes ao nível sócio-econômico médio-baixo, sendo que 40% trabalham durante o dia e estudam no período noturno.
2. Material
Para a coleta de dados foi utilizado um questionário com questões abertas organizado em 2 (duas) partes. A primeira parte era referente ao gênero que costumam ler; a segunda, referente ao por que da escolha do gênero.
3. Procedimento de coleta de dados
O questionário foi aplicado coletivamente. Foram lidas as instruções a cada número do questionário, esclarecia as dúvidas e esperava que os alunos respondessem para, assim, passar para o número seguinte. Este procedimento foi utilizado para todas as partes do questionário. Ao final da aplicação, cada educando entregou o questionário respondido.
Tabela 01: TIPOS DE LEITURA
Resposta
Nº. de alunos
BEST SELLER
05
AUTO-AJUDA
23
ENCICLOPÉDIAS
00
LITERATURA CLÁSSICA
04
BIOGRAFIA
00
POESIA
05
ROMANCE
05
ROMANCE POLICIAL
01
FICÇÃO CIENTIFICA
06
GIBI
42
REVISTAS INFORMATIVAS
03
REVISTAS ESPECÍFICAS
(PÚBLICO JOVEM)
66
Total
160
Resultados
Constatou-se que a leitura de livros (best sellers, poesia, ficção científica, etc.), é a forma menos freqüente entre os 160 educandos pesquisados na 2ª série do Ensino Médio das Escolas E. E. Industrial São José e E. E. Dom José de Haas. Em que 97.5% dos entrevistados responderam que não possuem a prática de leitura de livros literários.
A tabela 01 mostra que as leituras freqüentes destacam-se livros de auto-ajuda (14.4%) e revistas de especificas para adolescentes (41.3%), gibis (26.3%), ficção cientifica (3.7%), revistas informativa (1.9%) e apenas (2.5%) gostam de ler os clássicos da literatura, porém nenhum gosta de ler enciclopédias e biografias.
Dentre os livros lidos em menor freqüência foram citados: romance policial e literatura clássica (0.6 %), livros de ficção científica (3.8%), de poesias (3.1%) e romance (3.1%).
Gráfico 01
Após ouvir os estudantes justificarem o porquê da rejeição aos livros literários foi pedido a eles, que preenchessem um questionário. As perguntas têm por objetivo traçar um perfil do aluno com o qual se trabalha e analisar suas justificativas.
O questionário contém as seguintes perguntas e respectivas respostas, analisadas:
Gráfico 02
A maioria dos alunos, quase 97.5%, responderam que não gostam de ler clássicos de nossa língua, mas preferem assistir a filmes ou escutar CDs que se baseiem na Literatura Brasileira. Essa resposta parece um pouco contraditória, pois não basta gosto pela leitura para a formação de um leitor, é necessário que haja efetivamente leitura.
Ao argumentar o porquê de ter escolhido como resposta a alternativa “c”, a maioria dos alunos queixa-se, novamente, da linguagem de difícil entendimento dos livros. Para eles, os filmes e CDs servem, dessa forma, como facilitadores no entendimento básico do enredo.
A idéia de que o vocabulário dos clássicos é difícil parece estar preconcebida. Porém, assistindo aos filmes não encontram dificuldades para entendê-lo. Assim, basta demonstrar para o aluno que, primeiramente, ele deve tentar ler o livro e, somente depois, tachá-lo como complicado ou não.
OBS: Nenhum aluno respondeu “a” e “d”.
Mais de 50% dos alunos responderam que não lêem livro. Isso demonstra que não podemos achar que os jovens e crianças não são como antigamente, que só se importam com computadores e vídeo game, frase que me parece uma desculpa para o nosso próprio fracasso. Porém, não é a hora de procurar culpados, mas de buscar soluções práticas que possibilitem o resgate e devolvam aos jovens o prazer da leitura.
Conclusão
Diante dos resultados obtidos com a pesquisa, percebe-se que não adianta querer, simplesmente, mudar a metodologia aplicada, crendo que, ao ler para os alunos como se estivesse em um circo, inventando, gritando, saltitando, pulando, o prazer pela leitura aparece. Esse nada mais é do que um pensamento equivocado. Sendo assim, é preciso incentivar, pela curiosidade, despertar no aluno interesse e desejo de ler.
Para que isso aconteça é preciso inovar. Uma simples narrativa pode ser trabalhada de várias formas: como re-conto, dramatização, mudança de foco, dentre outros. Já com o livro, dependendo da turma, começar com leituras mais simples até chegar as mais complexas através de estudo da perigrafia, para que o aluno se familiarize com tudo em volta para despertar o interesse de saber o que há por dentro da obra. Ou então, ler um capítulo do livro, por exemplo, e discutir sobre ele, gerando no aluno uma ansiedade em conhecer o conteúdo todo. Pode também criar cartazes em forma de propaganda, nos moldes dos anúncios de jornais, dos livros lidos. Ou mesmo explorar tudo o que o livro oferece desde a capa até os anexos. Como atividade pedir aos alunos que criem outras capas, anexos, epígrafes, dê finais variados a mesma história, análises de personagens, ler a história em grupo com cada componente lendo um capítulo e contando aos demais o enredo, montar peças teatrais dos enredos, produzir seu próprio livro a partir da análise, fazer círculo para comentário da estrutura. Assim, os alunos conhecerão o caráter lúdico da leitura e tomarão gosto pela mesma.
Muitas vezes, para que o aluno tenha compreensão do livro, é necessário que o professor leve informações prévias, sejam de caráter político, social, econômico ou histórico da época em que situa o conflito da narrativa. Informações essas que podem não fazer parte dos conhecimentos dos leitores, por isso, impedi-lo-ia de enxergar com maior riqueza e clareza o que diz o livro. Também, demonstrar o caráter lúdico do trabalho que envolve a leitura realizada na sala e extraclasse; pois, como obrigação afasta os alunos. Para que seja revertida tal idéia, é preciso criar uma atitude positiva do aluno frente ao trabalho que a ele será apresentado.
Em suma, a leitura é válida seja de qualquer gênero desde que bem aproveitada. Mas, é imprescindível mesclar e saber como introduzi-la desde a infância até a fase adulta. Por isso, seria um crime não apresentar a nossa juventude os clássicos, bem como desprezar os não menos expressivos autores atuais. Se o jovem iniciar com prazer o hábito da leitura, com certeza adquirirá senso crítico para distinguir o bom do mau livro.
Referências
OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Leitura prazer: interação participativa da criança com a literatura infantil na escola. São Paulo: Edições Paulinas, 1996.
VILLARDI, Raquel. Ensinando a gostar de ler: formando leitores para a vida inteira. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 1997.
Brasil, MEC - Ministério da Educação. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 1999.
DALLA ZEN, M. I. H. Histórias de leitura na vida e na escola: uma abordagem lingüística-pedagógica e social. Porto Alegre: Mediação, 1997.
DI NUCCI, E. P. “Alfabetizar letrando: um grande desafio para o professor”! In: S. A. S. Leite. Alfabetização e letramento: contribuições para as práticas pedagógicas. Campinas: Komedi, 2001.
GROTTA, E. C. B. “Formação do leitor: importância da mediação do professor”. In: S. A. S. Leite. (Org.) Alfabetização e letramento: contribuições para as práticas pedagógicas. Campinas: Komedi, 2001.
MATOS, H. A. V. “O texto e a produção da leitura na escola: novos rumos e desafios”. In: S. A. S. Leite. (Org.) Alfabetização e letramento: contribuições para as práticas pedagógicas. Campinas: Komedi, 2001.
RIBEIRO, V.M. (1999). Alfabetismo e atitudes. Campinas: Papirus. Ribeiro, V. M. (2001). A promoção do alfabetismo em programas de educação de jovens e adultos.
SOARES, M.B. Letramento: um tema em três gêneros. Autêntica: Belo Horizonte, 1998.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Macunaíma, apenas uma história
Amigos tomem lugar
Nessas cadeiras que são seus assentos
Que vou agora cantar um lamento:
A história de um índio
Descendia da tribo dos Tapanhumas
Um grande herói popular
Vou falar de um índio బ్రసిలేఇరో
De uma tribo já extinta
Nasceu à margem do Uraricoera
Em plena floresta amazônica
“Herói de nossa gente”
Sedutor, trapaceiro e valente
Desde a primeira infância,
Revelava-se “preguiçoso”
Além de andar pra ganhar vintém
Não dava ouvidos pra ninguém.
Não era um menino కుం
De índio negro, vira branco
inseto, peixe e até mesmo um pato
De tanto aprontar
Foi abandonado pela mãe
No meio do mato
E assim como qualquer umFoi seguindo a sua trilha
Com as perninhas em arco
Botou o pé na estrada
Até que caiu sem perceber
Numa grande numa armadilha
Do monstro a escaparAtingindo o “tamanho dum homem taludo”.
Encontra Macunaíma a Mãe do Mato
A quem viria a se apaixonar
Desse amor nasceu o prematuro curumim
Que inocente fora envenenado como um jasmim
Depois foi a vez de Ci
Transformando-se numa estrela cintilante
Que ao céu num grande cipó fez se a subir
Tomado de tristeza,
Macunaíma partiu rumo às matas misteriosas
Encontra Capei, monstro fantástico
No longo confronto
Perde seu talismã
Sua maior riqueza
Vendido ao temido gigante Venceslau
Por um pobre mariscador
Longe estava seu muiraquitã
Sem saber nosso herói
Que a partir dali
Começava a sua dor
Junto com seus irmãos Manaape e Jiquê
Segue seu destino rumo à grande capital
Lá o índio que se depara com a dita “civilização”
Sem força suficiente pra lutar
Depois de uma tentativa de aproximação
Resolve Macunaíma a outras forças se apegar
Vai ao Rio de Janeiro procurar
O terreiro de macumba
Para o gigante a macumbeira castigar
Mas nem mesmo ferroado por quarenta mil formigas-de-fogo
Ele nunca tinha visto seu oponente tão poderoso
Retorna a São Paulo
Saudoso, resolve escrever Num satírico estilo beletrista
Uma descrição que precisa ver
Conta da vida paulistana
Com seus arranha-céus
Ruas cheias de gente, cinemas,
Casas de moda, ônibus, estátuas
Sem falar da vida profana
Jiguê resolveu se amulherar com Suzi
Já desconfiado do irmão
Que tinha uma vida amorosa falada
Com sua antiga mulher que expulsou da morada
Descobre a nova traição
Fica furioso, dá no irmão uma baita sura
E a cunhatã de paulada ataca sem perdão
Comunicado pelo irmão Mannape da volta do gigante
Enche-se de coragem e decide matar
Aquele que sua vida só fez atrapalhar
Prepara uma armadilha poderosa
Onde coloca Piaimã num cipó a balançar
Reconquistada sua muiraquitã,
Macunaíma, Maanape e Jiguê vestem de índios
E a sua aldeia resolvem voltar
No caminho encontra-se com a Iara
Que com cantigas vive a encantar
“Não vim no mundo para pedra virar”.
Sem se dar conta lá estava no meio do rio
Novamente por seu talismã a procurar
Disciplina rígida, método, lapidação de caráter,
A própria encarnação da esperteza e da improvisação
È o que a pedra vem simbolizar
Morreu Macunaíma engolido pelo boitatá
Transformando-se numa grande constelação
“ E assim acabou-se a história que acabei de contar”
Tudo a um papagaio quem contou foi o nosso herói
Que a mim contou com grande satisfação.
Nessas cadeiras que são seus assentos
Que vou agora cantar um lamento:
A história de um índio
Descendia da tribo dos Tapanhumas
Um grande herói popular
Vou falar de um índio బ్రసిలేఇరో
De uma tribo já extinta
Nasceu à margem do Uraricoera
Em plena floresta amazônica
“Herói de nossa gente”
Sedutor, trapaceiro e valente
Desde a primeira infância,
Revelava-se “preguiçoso”
Além de andar pra ganhar vintém
Não dava ouvidos pra ninguém.
Não era um menino కుం
De índio negro, vira branco
inseto, peixe e até mesmo um pato
De tanto aprontar
Foi abandonado pela mãe
No meio do mato
E assim como qualquer umFoi seguindo a sua trilha
Com as perninhas em arco
Botou o pé na estrada
Até que caiu sem perceber
Numa grande numa armadilha
Do monstro a escaparAtingindo o “tamanho dum homem taludo”.
Encontra Macunaíma a Mãe do Mato
A quem viria a se apaixonar
Desse amor nasceu o prematuro curumim
Que inocente fora envenenado como um jasmim
Depois foi a vez de Ci
Transformando-se numa estrela cintilante
Que ao céu num grande cipó fez se a subir
Tomado de tristeza,
Macunaíma partiu rumo às matas misteriosas
Encontra Capei, monstro fantástico
No longo confronto
Perde seu talismã
Sua maior riqueza
Vendido ao temido gigante Venceslau
Por um pobre mariscador
Longe estava seu muiraquitã
Sem saber nosso herói
Que a partir dali
Começava a sua dor
Junto com seus irmãos Manaape e Jiquê
Segue seu destino rumo à grande capital
Lá o índio que se depara com a dita “civilização”
Sem força suficiente pra lutar
Depois de uma tentativa de aproximação
Resolve Macunaíma a outras forças se apegar
Vai ao Rio de Janeiro procurar
O terreiro de macumba
Para o gigante a macumbeira castigar
Mas nem mesmo ferroado por quarenta mil formigas-de-fogo
Ele nunca tinha visto seu oponente tão poderoso
Retorna a São Paulo
Saudoso, resolve escrever Num satírico estilo beletrista
Uma descrição que precisa ver
Conta da vida paulistana
Com seus arranha-céus
Ruas cheias de gente, cinemas,
Casas de moda, ônibus, estátuas
Sem falar da vida profana
Jiguê resolveu se amulherar com Suzi
Já desconfiado do irmão
Que tinha uma vida amorosa falada
Com sua antiga mulher que expulsou da morada
Descobre a nova traição
Fica furioso, dá no irmão uma baita sura
E a cunhatã de paulada ataca sem perdão
Comunicado pelo irmão Mannape da volta do gigante
Enche-se de coragem e decide matar
Aquele que sua vida só fez atrapalhar
Prepara uma armadilha poderosa
Onde coloca Piaimã num cipó a balançar
Reconquistada sua muiraquitã,
Macunaíma, Maanape e Jiguê vestem de índios
E a sua aldeia resolvem voltar
No caminho encontra-se com a Iara
Que com cantigas vive a encantar
“Não vim no mundo para pedra virar”.
Sem se dar conta lá estava no meio do rio
Novamente por seu talismã a procurar
Disciplina rígida, método, lapidação de caráter,
A própria encarnação da esperteza e da improvisação
È o que a pedra vem simbolizar
Morreu Macunaíma engolido pelo boitatá
Transformando-se numa grande constelação
“ E assim acabou-se a história que acabei de contar”
Tudo a um papagaio quem contou foi o nosso herói
Que a mim contou com grande satisfação.
sábado, 16 de maio de 2009
Atividades para trabalhar a ortografia
1- Monte e remonte:
Escreva no quadro ou em folha chamex uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado.
Obs.: Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário.
Exemplo: Palavra escolhida: PERNAMBUCO: Palavras encontradas: perna- barco- compra- boca- nabo- banco- copa- ano- reco- rapé- ópera- amor- rebu- comer- peru- perca- bem- não- rena- buraco- mar- muro- pano- pé- cor- pêra- rã- mãe- pena- uno- Nabuco- pau- cobra- Mané- Norma- Carmem.
2- Palavra puxa palavra:
Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira.
Exemplo: Palavra escolhida: FOGO. Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância- feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza- medo- fogão- comida- queimadura.
3- Memória auditiva:
O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno.
Exemplo: Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante...
Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso...
Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa...Dizer duas palavras:
O aluno deverá separar a primeira sílaba de cada uma e formar outra:
Exemplo: PanoUsando a mesma técnica,®NOveloÛFitaPAnela®TApeteÛPêraFIgura®RAtoÛPEdal aumentar o número de palavras, criando dificuldades crescentes.Exemplo: Caramujo®JOgoÛMUdaÛRAmoÛApostilaCAma®LAçoÛTInaÛPOSteÛTriânguloAgora®LOtoÛGUiaÛANtesÛCanetaTRIo®TApaÛNEvadaÛCiganaCAbelo®NAboÛGAlhoÛTopeteCIgarro®TElaÛPEdraÛTOalha
4- Invente e conte:
Espalhar sobre as mesmas várias gravuras que retratem ambientes e personagens. Cada aluno deverá selecionar uma delas e criar uma narrativa oral em que a figura sirva de cenário para a história vivida pela personagem da gravura. Chamar a atenção dos alunos para a seqüência lógica dos fatos narrados.
5- Brincando de poeta:
O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma palavra, sendo que as palavras rimam entre si.
Exemplo: pato- mato- gatoCoelho- Botelho- joelhoAbelha- orelha- ovelha
Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua.
Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem com as que já possuem.
6- De mãos dadas com a poesia.
Material: Textos sobre amor, paixão, ou outros sentimentos humanos (Sugestão: Música: Coração de Estudante, de Milton Nascimento), papel, caneta.
Ler o texto, ouvir e cantar a música. O professor convida os O que você vê· Abra seu coração.·alunos a analisarem seu coração, dizendo-lhes: O que gostaria de dizer em· O que lhe incomoda?· O que sente? ·dentro dele? nome dele?
Logo após, passe para o papel o que seu coração gostaria de falar se tivesse voz.
O trabalho pode ser ilustrado.
7- Contando histórias:
Material: textos de Contos de Fadas e Paródias. (Sugestões: Chapeuzinho Vermelho de raiva, Chapeuzinho Amarelo).
Iniciar a atividade perguntando à turma se alguém quer contar um conto de fadas. Se não houver voluntários, começar a história e pedir que os alunos continuem. Pedir aos alunos que relembrem os contos de fadas, atualizando-as.
Como seria a história se acontecesse hoje? Naturalmente, introduzindo-se elementos do cotidiano na vida moderna, surge uma nova história.
Exemplo: “A casa dos três porquinhos tinha um alarme eletrônico e um visor detectava a aproximação do lobo”. “Os caçadores do lobo, que comeu a vovó, usavam um helicóptero de resgate da polícia para capturá-lo”.
8- Viagem ao espaço infinito da imaginação.
Distribuir papel e caneta hidrográfica para a turma e colocar no fundo musical.
Pedir aos alunos que coloquem a ponta da caneta sobre o papel e, de olhos fechados, acompanhem o ritmo da música desenhando sobre o papel.
Desligar a música e, imediatamente, todos devem parar de desenhar e abrir os olhos para ver o desenho que fizeram.
A partir das linhas traçadas, colorindo os espaços vazios, os alunos vão criar um espaço mágico, um novo universo, e nele um novo planeta também.
Assim, como o autor do texto, Ziraldo, (Flicts) cada aluno criará seu planeta.
Os alunos vão também batizar o planeta com um nome bem sugestivo.
Para isso, cada um escreverá cinco letras, sendo pelo menos uma vogal, e cada letra em um pedaço de papel.
Cada aluno ficará com uma vogal e as demais letras serão colocadas numa caixa, misturadas, e cada letra um deverá retirar dela quatro novas letras.
De posse das letras sorteadas e da vogal, cada um criará um nome para batizar o planeta. Registrar o nome do planeta e localizá-lo no espaço mágico. Tendo em vista a cor, a localização e o nome, atribuir-lhe cinco características.
a origem do novo®Na segunda etapa de criação, falar sobre: seu relacionamento com os astros a® o papel que desempenha no mundo;®planeta; a mensagem que gostaria de transmitir.®sua volta;
9- Jogo das cores.
Material: folhas de papel, lápis preto e de cor e caixa de papel para colocar as perguntas.
O professor coloca numa caixa várias perguntas cujas respostas deverão ser dadas pelos alunos através da escolha de uma cor.
Exemplo: Qual é a cor do amor? E da alegria, da felicidade, da paz, da sabedoria, da pureza, da satisfação, da calma, da paciência? Justifique sua resposta.
O aluno escolherá um sentimento e escreverá seu nome na cor que, em sua opinião mais combina com o sentimento escolhido.
Exemplo: AMOR: azul Com cada umas das letras do termo escolhido, o aluno escreverá outras palavras, relacionadas pelo sentido:Amizade Meiguice Orgulho Riso
Ilustrar a palavra, fazendo um desenho com a cor escolhida.
O professor poderá fixar os desenhos agrupados por cor no mural, formando assim um arco-íris. Os desenhos poderão, também ser utilizados como ilustração de um livro de “criação coletiva”. Observação: Tendo em mãos estas sugestões o professor pode trabalhar ortografia de forma agradável e satisfatória para os alunos. Basta portanto, usar da criatividade e da vontade de ver seu aluno escrevendo corretamente
Escreva no quadro ou em folha chamex uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado.
Obs.: Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário.
Exemplo: Palavra escolhida: PERNAMBUCO: Palavras encontradas: perna- barco- compra- boca- nabo- banco- copa- ano- reco- rapé- ópera- amor- rebu- comer- peru- perca- bem- não- rena- buraco- mar- muro- pano- pé- cor- pêra- rã- mãe- pena- uno- Nabuco- pau- cobra- Mané- Norma- Carmem.
2- Palavra puxa palavra:
Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira.
Exemplo: Palavra escolhida: FOGO. Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância- feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza- medo- fogão- comida- queimadura.
3- Memória auditiva:
O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno.
Exemplo: Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante...
Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso...
Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa...Dizer duas palavras:
O aluno deverá separar a primeira sílaba de cada uma e formar outra:
Exemplo: PanoUsando a mesma técnica,®NOveloÛFitaPAnela®TApeteÛPêraFIgura®RAtoÛPEdal aumentar o número de palavras, criando dificuldades crescentes.Exemplo: Caramujo®JOgoÛMUdaÛRAmoÛApostilaCAma®LAçoÛTInaÛPOSteÛTriânguloAgora®LOtoÛGUiaÛANtesÛCanetaTRIo®TApaÛNEvadaÛCiganaCAbelo®NAboÛGAlhoÛTopeteCIgarro®TElaÛPEdraÛTOalha
4- Invente e conte:
Espalhar sobre as mesmas várias gravuras que retratem ambientes e personagens. Cada aluno deverá selecionar uma delas e criar uma narrativa oral em que a figura sirva de cenário para a história vivida pela personagem da gravura. Chamar a atenção dos alunos para a seqüência lógica dos fatos narrados.
5- Brincando de poeta:
O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma palavra, sendo que as palavras rimam entre si.
Exemplo: pato- mato- gatoCoelho- Botelho- joelhoAbelha- orelha- ovelha
Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua.
Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem com as que já possuem.
6- De mãos dadas com a poesia.
Material: Textos sobre amor, paixão, ou outros sentimentos humanos (Sugestão: Música: Coração de Estudante, de Milton Nascimento), papel, caneta.
Ler o texto, ouvir e cantar a música. O professor convida os O que você vê· Abra seu coração.·alunos a analisarem seu coração, dizendo-lhes: O que gostaria de dizer em· O que lhe incomoda?· O que sente? ·dentro dele? nome dele?
Logo após, passe para o papel o que seu coração gostaria de falar se tivesse voz.
O trabalho pode ser ilustrado.
7- Contando histórias:
Material: textos de Contos de Fadas e Paródias. (Sugestões: Chapeuzinho Vermelho de raiva, Chapeuzinho Amarelo).
Iniciar a atividade perguntando à turma se alguém quer contar um conto de fadas. Se não houver voluntários, começar a história e pedir que os alunos continuem. Pedir aos alunos que relembrem os contos de fadas, atualizando-as.
Como seria a história se acontecesse hoje? Naturalmente, introduzindo-se elementos do cotidiano na vida moderna, surge uma nova história.
Exemplo: “A casa dos três porquinhos tinha um alarme eletrônico e um visor detectava a aproximação do lobo”. “Os caçadores do lobo, que comeu a vovó, usavam um helicóptero de resgate da polícia para capturá-lo”.
8- Viagem ao espaço infinito da imaginação.
Distribuir papel e caneta hidrográfica para a turma e colocar no fundo musical.
Pedir aos alunos que coloquem a ponta da caneta sobre o papel e, de olhos fechados, acompanhem o ritmo da música desenhando sobre o papel.
Desligar a música e, imediatamente, todos devem parar de desenhar e abrir os olhos para ver o desenho que fizeram.
A partir das linhas traçadas, colorindo os espaços vazios, os alunos vão criar um espaço mágico, um novo universo, e nele um novo planeta também.
Assim, como o autor do texto, Ziraldo, (Flicts) cada aluno criará seu planeta.
Os alunos vão também batizar o planeta com um nome bem sugestivo.
Para isso, cada um escreverá cinco letras, sendo pelo menos uma vogal, e cada letra em um pedaço de papel.
Cada aluno ficará com uma vogal e as demais letras serão colocadas numa caixa, misturadas, e cada letra um deverá retirar dela quatro novas letras.
De posse das letras sorteadas e da vogal, cada um criará um nome para batizar o planeta. Registrar o nome do planeta e localizá-lo no espaço mágico. Tendo em vista a cor, a localização e o nome, atribuir-lhe cinco características.
a origem do novo®Na segunda etapa de criação, falar sobre: seu relacionamento com os astros a® o papel que desempenha no mundo;®planeta; a mensagem que gostaria de transmitir.®sua volta;
9- Jogo das cores.
Material: folhas de papel, lápis preto e de cor e caixa de papel para colocar as perguntas.
O professor coloca numa caixa várias perguntas cujas respostas deverão ser dadas pelos alunos através da escolha de uma cor.
Exemplo: Qual é a cor do amor? E da alegria, da felicidade, da paz, da sabedoria, da pureza, da satisfação, da calma, da paciência? Justifique sua resposta.
O aluno escolherá um sentimento e escreverá seu nome na cor que, em sua opinião mais combina com o sentimento escolhido.
Exemplo: AMOR: azul Com cada umas das letras do termo escolhido, o aluno escreverá outras palavras, relacionadas pelo sentido:Amizade Meiguice Orgulho Riso
Ilustrar a palavra, fazendo um desenho com a cor escolhida.
O professor poderá fixar os desenhos agrupados por cor no mural, formando assim um arco-íris. Os desenhos poderão, também ser utilizados como ilustração de um livro de “criação coletiva”. Observação: Tendo em mãos estas sugestões o professor pode trabalhar ortografia de forma agradável e satisfatória para os alunos. Basta portanto, usar da criatividade e da vontade de ver seu aluno escrevendo corretamente
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
MORTE E VIDA SEVERINA
PEÇA
MORTE E VIDA SEVERINA
GRUPO DE TEATRO METÁFORA

OBRA Morte e Vida Severina foi escrita em 1954/55, por encomenda de Maria Clara Machado, do grupo O Tablado, que não pôde levar ao palco a peça। Publicado inicialmente no livro "Duas Águas"(1956), o texto foi inicialmente montado pelo grupo do Teatro da Universidade Católica de São Paulo com música de Chico Buarque de Holanda(1966)। A partir dessa data, passou a integrar o volume "Poemas em Voz Alta", que reúne a parcela mais comunicativa da obra do "poeta engenheiro"।
Enredo: O título da obra representa o percurso do retirante Severino: parte da morte no sertão para encontrar a vida em Recife। Severino acompanha o Rio Capibaribe onde só encontra pobreza e morte pelo caminho. Chegando a Recife o mesmo se repete. Desesperançado, pensa em cometer suicídio atirando-se ao rio, quando testemunha o nascimento de uma criança que devolve a esperança à vida Severina. Tanto a morte quanto a vida são "Severinas", os "Severinos" quase anônimos do sertão nordestino. Sinopse da Peça
Esta peça do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto tem como base formal as canções populares do Nordeste, terra de retirantes, de seca e de miséria sem fim। O autor através do discurso visual e simbólico do teatro, defende que a vida de miséria sofrida pelo pobre tem um sentido espiritual profundo e assim a morte dos miseráveis, dos sem-terra origina a vida que renova a terra e a própria vida. Deste modo, a peça acaba por ser uma peça de Natal, de glorificação da pobreza, de recuperação do sentido positivo da vida. No tempo em que foi escrita, fase de intensas lutas sociais dos camponeses do Brasil (de que o Movimento dos Sem-Terra é uma continuação), Morte e Vida Severina foi também uma advertência à Igreja do Brasil, no sentido de que deveria ser “A Igreja dos Pobres”. João Cabral de Melo Neto insere na peça um conjunto de blocos em maiúsculas explicando o que vai seguir-se e o seu significado। É uma questão de tentar perceber essas ligações.
Esta peça do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto tem como base formal as canções populares do Nordeste, terra de retirantes, de seca e de miséria sem fim। O autor através do discurso visual e simbólico do teatro, defende que a vida de miséria sofrida pelo pobre tem um sentido espiritual profundo e assim a morte dos miseráveis, dos sem-terra origina a vida que renova a terra e a própria vida. Deste modo, a peça acaba por ser uma peça de Natal, de glorificação da pobreza, de recuperação do sentido positivo da vida. No tempo em que foi escrita, fase de intensas lutas sociais dos camponeses do Brasil (de que o Movimento dos Sem-Terra é uma continuação), Morte e Vida Severina foi também uma advertência à Igreja do Brasil, no sentido de que deveria ser “A Igreja dos Pobres”. João Cabral de Melo Neto insere na peça um conjunto de blocos em maiúsculas explicando o que vai seguir-se e o seu significado। É uma questão de tentar perceber essas ligações.
FICHA TÉCNICA
Texto: João Cabral de Melo Neto
Direção e figurino: Alberto dos Santos
Cenografia: Grupo teatral Metáfora
Produção: E. E. Industrial São José.
Supervisão: Everaldina Pinto de Oliveira
Percussionista : Danilo
Abertura: Marilene Cosenza
Elenco: Alberto dos Santos, Camila Teixeira,
Rafael Barreto, Rhane Cristina, Jean Carlos, Paula Rezende, Iane Borges, Gleidiane Santos, Larissa Medeiros, Ludmila Silva, Ramon Felipe.
Texto: João Cabral de Melo Neto
Direção e figurino: Alberto dos Santos
Cenografia: Grupo teatral Metáfora
Produção: E. E. Industrial São José.
Supervisão: Everaldina Pinto de Oliveira
Percussionista : Danilo
Abertura: Marilene Cosenza
Elenco: Alberto dos Santos, Camila Teixeira,
Rafael Barreto, Rhane Cristina, Jean Carlos, Paula Rezende, Iane Borges, Gleidiane Santos, Larissa Medeiros, Ludmila Silva, Ramon Felipe.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
SUGESTÃO DE AULA
Nova ortografia - Grafia e acentuação
Ponto de partida
Para incorporar as alterações do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, é necessário que o aluno já saiba as regras anteriores (veja Acentuação gráfica).
Essa incorporação será realizada utilizando-se material escrito, de preferência nos gêneros da vivência do aluno.
Objetivos
1. Atualização em relação ao novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Reflexão sobre o fato de que a língua é algo vivo e que mudanças já ocorreram e ocorrem, sem que, entretanto, isso faça com que ela perca sua identidade.
2. Demonstração de que não foi a língua portuguesa que mudou: o que ocorreu basicamente foram alterações de natureza gráfica.
3. Demonstração de que a língua portuguesa só se alteraria de fato se acontecessem modificações de natureza mórfica e/ou sintática, isto é, se houvesse, por exemplo, mudança na estrutura dos radicais, dos afixos e na maneira de flexionar as palavras ou se houvesse diferença nos arranjos sintáticos de construção de frases.
Estratégias
1. Use material da mídia escrita em geral (bons jornais e revistas, sites de jornalismo etc.) e conduza o aluno na comparação do que existia na grafia ou na acentuação de algumas palavras com o que passou a existir.
2. Mostre especificamente a que a reforma se restringiu, antes de o aluno partir para as atividades de descoberta e de fixação das mudanças. Deverão ser salientados os pontos em que a reforma atuou, ou seja, na acentuação das palavras paroxítonas, no acento diferencial, no uso do trema e na incorporação oficial das letras K, W e Y ao alfabeto da língua. Essa apresentação facilitará o aluno na observação do que já está em vigor. Entretanto, esse pré-direcionamento pode ou não ser realizado, dependendo do nível da turma.
Atividade
1. Estimule o aluno a lembrar palavras que já eram grafadas com as letras K, W e Y, independente de elas só agora fazerem oficialmente parte do alfabeto.
2. Peça que lembrem palavras que eram grafadas com trema, misturadas com outras que não eram. Coloque-as à vista da turma e, como num passe de mágica, retire o trema de todas as palavras: ele desapareceu da língua portuguesa.Atenção: alerte que não houve alteração na pronúncia e cite as poucas palavras em que o trema permanece.
3. Use trechos ou frases da mídia escrita com palavras que o aluno perceba que estão grafadas diferentemente. Obs.: o material pode ser trazido pelos alunos ou entregue já pré-selecionado pelo professor.
4. Comente em que tipo de palavras as alterações ocorreram. Conduza a observação para as palavras paroxítonas e para as que tinham o acento diferencial. Atenção: Alerte para os dois únicos casos em que o acento diferencial permaneceu.
5. Demonstre que, com ou sem as alterações feitas pelo acordo, o contexto escrito não se altera e muito menos a própria língua.
6. Use um pequeno texto sem as alterações previstas pelo acordo e peça que se façam as devidas correções pós-acordo: o aluno "trabalha" como se fosse revisor de um jornal ou de uma editora. Obs.: a atividade pode ser realizada individualmente ou em grupo.
Ponto de partida
Para incorporar as alterações do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, é necessário que o aluno já saiba as regras anteriores (veja Acentuação gráfica).
Essa incorporação será realizada utilizando-se material escrito, de preferência nos gêneros da vivência do aluno.
Objetivos
1. Atualização em relação ao novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Reflexão sobre o fato de que a língua é algo vivo e que mudanças já ocorreram e ocorrem, sem que, entretanto, isso faça com que ela perca sua identidade.
2. Demonstração de que não foi a língua portuguesa que mudou: o que ocorreu basicamente foram alterações de natureza gráfica.
3. Demonstração de que a língua portuguesa só se alteraria de fato se acontecessem modificações de natureza mórfica e/ou sintática, isto é, se houvesse, por exemplo, mudança na estrutura dos radicais, dos afixos e na maneira de flexionar as palavras ou se houvesse diferença nos arranjos sintáticos de construção de frases.
Estratégias
1. Use material da mídia escrita em geral (bons jornais e revistas, sites de jornalismo etc.) e conduza o aluno na comparação do que existia na grafia ou na acentuação de algumas palavras com o que passou a existir.
2. Mostre especificamente a que a reforma se restringiu, antes de o aluno partir para as atividades de descoberta e de fixação das mudanças. Deverão ser salientados os pontos em que a reforma atuou, ou seja, na acentuação das palavras paroxítonas, no acento diferencial, no uso do trema e na incorporação oficial das letras K, W e Y ao alfabeto da língua. Essa apresentação facilitará o aluno na observação do que já está em vigor. Entretanto, esse pré-direcionamento pode ou não ser realizado, dependendo do nível da turma.
Atividade
1. Estimule o aluno a lembrar palavras que já eram grafadas com as letras K, W e Y, independente de elas só agora fazerem oficialmente parte do alfabeto.
2. Peça que lembrem palavras que eram grafadas com trema, misturadas com outras que não eram. Coloque-as à vista da turma e, como num passe de mágica, retire o trema de todas as palavras: ele desapareceu da língua portuguesa.Atenção: alerte que não houve alteração na pronúncia e cite as poucas palavras em que o trema permanece.
3. Use trechos ou frases da mídia escrita com palavras que o aluno perceba que estão grafadas diferentemente. Obs.: o material pode ser trazido pelos alunos ou entregue já pré-selecionado pelo professor.
4. Comente em que tipo de palavras as alterações ocorreram. Conduza a observação para as palavras paroxítonas e para as que tinham o acento diferencial. Atenção: Alerte para os dois únicos casos em que o acento diferencial permaneceu.
5. Demonstre que, com ou sem as alterações feitas pelo acordo, o contexto escrito não se altera e muito menos a própria língua.
6. Use um pequeno texto sem as alterações previstas pelo acordo e peça que se façam as devidas correções pós-acordo: o aluno "trabalha" como se fosse revisor de um jornal ou de uma editora. Obs.: a atividade pode ser realizada individualmente ou em grupo.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
10 Sugestões para trabalhar com textos
10 Sugestões para trabalhar com textos
1.Texto em tiras
a) Selecione um texto curto e escreva-o em tiras de papel pardo -aquele bem barato que se compra em metros. Cada frase ou parte do texto deverá estar escrito em uma tira.
b) Divida a turma em grupos.
c) Distribua uma ou mais tiras para cada elemento do grupo -de forma desordenada- e peça para que o grupo o reconstrua no chão, de preferência no corredor ou pátio da escola। Essa atividade é sócio-interativa e promove a participação de todos na reorganização do texto. Também é uma forma de tirá-los das cadeiras e mudar o ambiente de aprendizagem.
1.Texto em tiras
a) Selecione um texto curto e escreva-o em tiras de papel pardo -aquele bem barato que se compra em metros. Cada frase ou parte do texto deverá estar escrito em uma tira.
b) Divida a turma em grupos.
c) Distribua uma ou mais tiras para cada elemento do grupo -de forma desordenada- e peça para que o grupo o reconstrua no chão, de preferência no corredor ou pátio da escola। Essa atividade é sócio-interativa e promove a participação de todos na reorganização do texto. Também é uma forma de tirá-los das cadeiras e mudar o ambiente de aprendizagem.
2. Horóscopo
Quem não gosta de dar uma espiadinha no seu horóscopo de vez em quando, que atire a primeira pedra.
a) Selecione do jornal os horóscopos de todos os signos. Pode ser um da semana passada, ninguém vai perceber.
b) Pegue o corretivo e, aleatoriamente, dê umas pinceladas nele. Cuide para que haja um apagamento em cada signo.
c) Tire o xérox e dê para cada dupla recompor os textos que foram apagados। Poderá, antes, fazer um aquecimento, perguntando quem acredita em horóscopo, quando costuma lê-lo, se alguma vez já deu certo a previsão feita pelo horoscopista...
3. Anedotas
Selecione algumas piadas de salão e, em duas colunas, divida as piadas ao meio: o início da piada na primeira coluna e na outra - de forma desencontrada- o final das piadas. Os alunos deverão ler e combinar os textos humorísticos.
Sugestão: Convide os alunos a formarem duplas e encenarem as piadas para a turma।
4. Tiras em Quadrinhos
a)Recorte algumas tiras de histórias em quadrinhos.
b) Cole-as em uma folha com as partes desencontradas.
c) Os alunos deverão lê-las e reorganizá-las de forma apropriada।
5. Outra com tiras
a) Recorte novas tiras de histórias em quadrinhos e cole em uma folha, porém na ordem certa.
b) Com o corretivo, apague as falas.
c) Peça que os alunos completem da melhor maneira possível de forma que a história tenha coerência। Esse trabalho poderá ser feito em duplas.
6. Ache a foto da notícia
a) Recorte várias notícias com fotos do jornal. Elimine as legendas.
b) Separe as fotos das notícias.
c) Desafie o grupo a encontrar o par (notícia + foto)।
7. A Notícia Completa
a) Recorte várias notícias de jornal que tenham as quatro partes fundamentais: título/manchete, lead, corpo, e foto com legenda.
b)Desmembre as notícias, recortando as partes de cada uma.
c) Embaralhe todinho e peça ao grupo para reorganizá-las novamente।
8.Texto Quebra-cabeças
a) Recorte alguns textos (tantos quantos forem os grupos com os quais você irá trabalhar). Os textos poderão ser coloridos para motivá-los.
b)Faça marcações de forma desorganizada nos textos (tal qual nos quebra-cabeças) e recorte-os.
c) Ofereça-os aos grupos para que os montem novamente। Você poderá ter em mãos algumas perguntas de interpretação para que o grupo responda, dando conta do entendimento da leitura que fizeram. Também poderá ser feita em forma de gincana: o grupo que primeiro responder corretamente a todas as perguntas será o vencedor.
9. Charges
Ler charges de jornal é uma forma divertida de se manter atualizado.
a)Recorte as charges que encontrar pelos jornais.
b) Distribua-as para os grupos e peça para fazerem a leitura do momento, discutindo o acontecimento que está sendo abordado, além de tentar identificar as pessoas que estão sendo focalizadas.
c) Troque com os outros grupos de forma que todos possam fazer as várias leituras.
d) Compare as diferenças que forem surgindo।
10.Lendo figuras
a) Selecione figuras - pode ser de jornal também- que apresentem uma situação passível de se criar um enredo. Explique que uma boa história deve, necessariamente, ter um conflito, senão não é uma história.
b) Peça para que cada um faça a sua leitura do texto extra-verbal silenciosamente.
c) Solicite que, nesse segundo momento, contem para o colega do lado que leitura fizeram e como resolveram o conflito que imaginaram para aquela figura . É importante que cada um fale; não ligue se gerar tumulto na aula, já que isso "faz parte", como diria o Ban-ban.
Bingo com classes gramaticais
Para fechamento da unidade de trabalho com as classes gramaticais, propomos a atividade a seguir:
1. Prepare cartelas, no estilo convencional das de bingo, divididas em quadrinhos (sugerimos 4x4 ou 16 casas). Escreva o nome das classes gramaticais em onze espaços, deixando cinco espaços vazios. Os espaços vazios são muito importantes, pois permitem uma visualização mais clara e reduzem o tempo da atividade. As cartelas devem ser diferentes entre si, podendo haver, é claro, algumas classes repetidas.
2. Faça fichas com palavras correspondentes às classes gramaticais estudadas que aparecem nas cartelas. (Elas correspondem às pedrinhas numeradas do bingo convencional.). Coloque-as em um saco ou caixa de onde serão retiradas para o sorteio.
3. "Cante" a palavra sorteada. Se o aluno achar que tem na sua cartela a classe gramatical da palavra que foi dita, irá escrevê-la na casa correspondente.
4. Aquele aluno que preencher primeiro todos os itens da sua cartela será o vencedor.
Variações:
* Pode haver prêmios também para quem completar primeiro uma linha ou coluna.
* Se você quiser reutilizar as cartelas, distribua aos alunos pequenos pedaços de papel em branco, do tamanho das casas nas cartelas. Em vez de escrever a palavra na própria grade, os alunos as escreverão no papelzinho, e colocarão este sobre o lugar apropriado na cartela.
Um texto frio e calculista
Carlos estava lendo confortavelmente sentado na classe turística de um avião lotado, quando a aeromoça suavemente anunciou:
- Atenção, senhores passageiros. O comandante solicitou informá-los de que a turbina esquerda da aeronave acabou de emperrar. Tenho a impressão de que já estamos caindo. Leiam detalhadamente as instruções que estão na página 13 do 'manual do sobrevivente', que pode ser encontrado no bolso lateral do banco do passageiro. Com muita calma, sigam os procedimentos de emergência passo a passo. Após, coloquem o pára-quedas que estão guardados embaixo dos assentos e encaminhem-se à porta de emergência para, então, pularem. Neste momento, estamos a uma altitude de mil e quinhentos pés. Queremos também comunicar que a temperatura externa é de zero grau, em conseqüência de uma frente fria vinda da Argentina. Como último aviso, solicitamos que não se aglomerem nas portas de emergência, evitando tumultos. Tenham um bom regresso! Ah, estamos caindo em alto-mar. Maria Martha, sua comissária de bordo.
Carlos terminou de beber seu guaraná, guardou seu livro na bolsa e colocou o pára-quedas. Aproximou-se da porta de emergência e saiu do avião.
O que há de errado e o que se pode falar sobre a verossimilhança deste texto? O que podemos acrescentar ou omitir para torná-lo mais convincente?
Pensando Ludicamente o Conceito de Sujeito e Predicado
Essa é uma atividade lúdica para despertar nos alunos um olhar observador sobre o que é e que função desempenha nos enunciados o sujeito e o predicado.
Primeiro passo (antes da aula): pesquise e recorte frases de jornal (em número equivalente ao da metade do número de alunos da turma) que tenham sujeito e predicado (períodos simples, ordem direta). Após, separe o sujeito do predicado e coloque cada segmento dentro de um balão diferente. Prepare tantos balões quantos alunos tiverem na classe.
Segundo passo, na aula: divida a turma em equipes. Cada equipe escolhe seu codinome. Divida o quadro em duas colunas, com os seguintes cabeçalhos: (1) de quem ou do que se diz algo e (2) o que se diz de algo ou de alguém. Distribua um balão para cada aluno. Quando todos estiverem com os balões em mãos, dê o sinal para que sejam cheios. (Peça que tenham cuidado para que os balões não estourem. Pode ser estipulada uma pena, caso isto ocorra.) Estipule um local onde serão depositados os balões cheios.
Terceiro passo: dê um palito para cada equipe, comunicando que o mesmo deve ser devolvido (preferencialmente inteiro) ao final desta etapa. Lembre seus alunos que atrás de um minúsculo palito há uma vida vegetal que merece nossa atenção. Ao sinal do professor, um elemento por vez de cada equipe deverá estourar um e somente um balão, fazendo a leitura do fragmento de oração que nele estiver contido. A seguir, o aluno deverá escrever no quadro, na coluna correspondente, a parte da oração que tenha em mãos. De volta ao grupo, ele passa o palito ao próximo elemento, que repetirá o procedimento, de forma que todos realizem a atividade.
Quarto passo: o professor explicará que se chama de sujeito a parte de um enunciado sobre a qual se declara algo. E de predicado a parte que declara algo de alguém ou de alguma coisa.
Quinto passo: cada equipe irá, em seu caderno, escrever a combinação de sujeitos e predicados retirados das colunas, de forma a que haja coerência nas orações resultantes.
Observação: Se a atividade for realizada competitivamente, a pontuação das equipes poderá levar em conta o capricho, a organização, a rapidez, o respeito, etc., conforme valores que se queiram desenvolver com a turma.
Ditado seletivo
Nesta técnica, o professor estipula uma determinada classe gramatical, regra de acentuação ou outro assunto que esteja sendo trabalhado e lê um texto ou parágrafo para os alunos. Estes, em vez de anotarem todas as palavras, escreverão apenas as palavras pertencentes ao tópico proposto. Por exemplo: Se o professor escolheu a classe dos substantivos, os alunos escreverão apenas os substantivos; se optou por revisar as palavras acentuadas por serem proparoxítonas, apenas estas serão anotadas.
Ao final do ditado, duplas ou pequenos grupos de alunos poderão se reunir para comparar o resultado do seu trabalho e, se necessário, pedirão a ajuda do professor
Corrente de letras
Nesta atividade, o professor dá aos alunos um texto onde todas as palavras aparecem emendadas, como uma corrente de letras. Caberá aos alunos separar as palavras e pontuar as frases. Por exemplo:
Porfavorsabeondeeupegoumônibusparachegaràestaçãoepegarumtremnóscánãochamamosônibusmasautobusokvocêsabeondeeup
egoumautobusparairatéaestaçãoepegarumtremnóscánãochamamosestaçãomasgarevamosláentãovocêsabeondeeupegoumautobus
parachegaratéagareepegarumtremnóscánãochamamostremmascomboiotábomvocêsabeondeeupegoumautobusparachegaràgarepa
rapegarumcomboioéaquimesmo
Os alunos parecem gostar porque é um tipo de charada que estimula a curiosidade, principalmente quando se trata de uma piada, como é o caso do texto acima. Ou seja, para entender a piada tem que decifrar a charada. Mas é bom lembrar que esta é uma atividade que se aplica a textos curtos.
Jogo dos dez erros
Escolha um texto de um tema atual e bem relacionado ao universo do aluno. Divida-o em partes (linhas, parágrafos, trechos com unidade de sentido etc.). Pegue o poderoso corretor de textos (aquele líquido branquinho que utilizamos para apagar erros e os alunos usam para lambuzar-se), e mãos à obra.
Em cada parte omita, por exemplo: a) acentos; b) pontuação; c) sinais gráficos; d) desinências de concordância verbal ou nominal; e) pronomes (principalmente os oblíquos e possessivos). A atividade poderá ser feita em grupos, em forma de gincana: o grupo que encontrar primeiro os erros ganahará um pr6emio a ser estipulado pelo professor (mas pontos na nota não vale!).
É importante que se note que nesta atividade a compreensão do texto pode ficar em segundo plano - uma vez que o aluno estará rastreando o texto em busca de falhas. Para que o conteúdo seja melhor explorado, haverá a necessidade de uma nova leitura, posteriormente.
Minha Vida
Completa as lacunas com a palavra cujo significado encontra-se listado abaixo do texto.
Tem (1) _ _ _ _ _ _ _ que me lembram
Minha (2) _ _ _ _ , por onde andei
As (3) _ _ _ _ _ _ _ _ _ , os caminhos
O (4) _ _ _ _ _ _ _ que eu mudei
Cenas do meu (5) _ _ _ _ _ em branco e preto
Que o (6) _ _ _ _ _ levou e o (7) _ _ _ _ _ traz
Entre todos os (8) _ _ _ _ _ _ e (9) _ _ _ _ _ _
De você me lembro (10) _ _ _ _
1- espaço ocupado; localidade. (pl) 2- espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte. 3- estudo e narração sistemática do passado, dos fatos. 4- sina, sorte, direção, rumo. 5- fita cinematográfica, que recebe por impressão imagens em movimento. 6- ar agitado por qualquer meio. 7- sucessão de anos, dias, horas, momentos, a noção de presente, passado e futuro. 8- objeto da nossa afeição; paixão (pl). 9- que tem amizade, afeiçoado(pl). 10- designativo de aumento, grandeza.
Completa as lacunas a seguir com a flexão do verbo que está nos parênteses.
(ter, 3a. pes. sing.pres. ind.) ___________pessoas que a gente
Não (esquecer,3a. pes. sing.pres.ind)____________nem se (esquecer,3a.pes.sing pret. Perf)_______________
O primeiro namorado, uma estrela da tv
Personagens do meu livro de memórias que um dia (rasgar,1a.pes.sing. pret.perf.)____________ do meu cartaz
Entre todas as novelas e romances, de você me (lembrar, 1a.pes.sing.pres.ind.)____________________ mais
Desenhos que a vida (ir, 3a.pes.sing.pres.ind.) _____________ fazendo
(desbotar,3a.pes.pl.pres.ind.)_________________ alguns, uns (ficar,3a.pes.pl. pres.ind.)__________________iguais
Entre corações que (ter,1a.pes. sing. pres. ind.)______________ tatuados,
De você me (lembrar, 1a. pes. sing. pres. Ind.)_____________ mais
De você, não (esquecer, 1a. pes. sing. pres. Ind.)______________ jamais!
Agora, escuta a música e confirma as tuas hipóteses
Minha vida (In my life) Lennon/McCartney - Versão Rita Lee
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esqueceu
O primeiro namorado, uma estrela da tv
Personagens do meu livro de memórias
Que um dia rasguei do meu cartaz
Entre todas as novelas e romances, de você me lembro mais
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais. De você, não esqueço jamais!
COMO VEJO MINHA/MEU COLEGA (Atividade para ser realizada em duplas.)
Tens um eloqüente, deixe-o praticar;
Tens um inspirador, deixe-o melodiar;
Tens um crítico, perceba sua argumentação;
Tens um sonhador, ouça sua imaginação voar;
Tens um tímido, deixe-o amadurar;
Tens um sensível, trate-o com ternura;
Tens um triste, ajude-o sem expor sua dor;
Tens alguém muito feio, veja-o pelo coração;
Tenhas tu olhos para ver além do que as cores do mundo físico
podem mostrar e descobrirás
por trás de cada ser que passa por tua vida
coisas que microscópio ou telescópio algum conseguiriam detectar!
Luiz Antônio Ryzewski
Durante as campanhas eleitorais, há uma disputa entre os principais candidatos pelos melhores "marqueteiros", ou seja, pessoas cujo trabalho é o de apresentar o candidato ao eleitorado pelo seu melhor ângulo . Defeitos todos nós temos, mas as qualidades também abundam em cada um de nós, algumas delas até meio escondidas, esperando serem descobertas por um olhar mais atento: o verdadeiro olhar de marqueteiro. Não se trata, obviamente, de transformar ninguém em santo, mas dar prioridade às virtudes.
Dispostos em pares, um frente ao outro, solicite aos alunos que descrevam física e psicologicamente seus parceiros. Como bons marqueteiros, eles deverão se concentrar no que o colega tem de positivo, de bonito, de interessante, de único. Mesmo que a outra pessoa seja pouco conhecida, nova na escola ou de outra "panela", vale arriscar palpites que busquem estimular a empatia.
Esta atividade, além de desenvolver a observação de formas de ser e elevar a auto-estima, pode ser uma boa introdução à criação de personagens. Como atividade interdisciplinar, o professor ou professora de artes poderá participar do projeto ensinando aos alunos as diferentes técnicas de representação pictórica (retrato, caricatura, esboço) das pessoas descritas textualmente, o que poderá proporcionar uma bela e interessante exposição. Se não for revelado o nome dos retratados, tanto melhor: tornar a representação o mais fidedigna possível para que possa ser reconhecida pela turma exigirá ainda mais esmero nas reproduções.
Uma variação ou complemento a essa atividade é a utilização de questionários que auxiliem a apreensão de como o colega é. Aos alunos, pode-se dar a liberdade de elaborarem seu próprio roteiro de perguntas, de acordo com suas áreas de interesse. Pode-se, por outro lado, conceber um questionário padrão, com questões elencadas por toda a turma, no sentido de que os alunos exercitem a escolha de suas áreas de interesse e determinem prioridades.
Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.
2) Na dissertação, não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram dúvidas em seus argumentos.
3) Uma redação “brilhante” mas que fuja totalmente ao tema proposto será anulada.
4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.
5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular।
6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos। Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.
7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada।
8 ) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema, apresentada sob forma escrita, do que uma simples redação vista como um episódio circunstancial de escrita।
9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas। Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.
10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
APRENDA PORTUGUÊS BRINCANDO
Aprenda Português!
Brinque com a gramática!
Bendito seja o ensino
Que tira a poeira da mente
Quanto mais a gente estuda
Tanto mais a gente aprende.
Não há divisão de classes
Entre as classes de palavras
Vivem unidas entre si
Umas mansas, outras bravas.
Manso é o artigo
Nem sempre de primeira
Ora define, ora indefine.
Fica sem eira nem beira.
Substantivo? Este é bravo
Abstrato ou concreto
Simples, composto, comum, próprio,
Primitivo, derivado, coletivo,
Dá nome aos “se”, é completo.
O adjetivo exalta, enaltece
Está sempre em atividade
Às vezes machuca,
Sem piedade.
Numeral, pode ser cardinal,
Fracionário, ordinal ou multiplicativo.
Agora sim,
Acompanha a tecnologia
Está nos computadores
Enche o bolso, esvazia.
Estes pronomes irrequietos
São pessoais: oblíquos, retos
Cerimoniosos, de tratamento
Aconchegantes, bem a contento.
Se há antecedente
O pronome torna-se relativo
Se algo lhe perguntam
Fica logo interrogativo।
Indefinidos...possessivos
Demonstrativos, com personalidade
Acompanha “ o ente” são adjetivos
“denotando-o” são substantivos_ barbaridade!
Enclíticos, proclíticos, mesoclíticos,
Átonos ou tônicos
Importa coloca-los no lugar
Para que o todo se torne harmônico.
Advérbio te conheço
De algum modo, tempo
Meio, finalidade, lugar
Se afirmo, duvido ou nego
É de ti que vou precisar.
Verbo, riqueza da língua
Palavra forte, ação.
Tem modo, tempo e pessoa.
Sozinho ou acompanhado
É fenômeno, é estado.
Conjunção liga frases
É argamassa na construção
Pode dar sentido ao texto
É coerência, e coesão.
Preposição, que seria de nós
Sem a tua ajuda?
Tu ligas regente e regido
Se te empregamos de qualquer jeito
O sentido muda.
Interjeição é bem “light”
Expressa emoção
Alegria, raiva, dor...
Sai da boca sem preocupação.
Adjetivo, artigo, advérbio, numeral
Substantivo, verbo, preposição, conjunção
Interjeição e pronome são classes de palavras
Umas são mansas, outras são bravas.
Use-as com parcimônia
Descubra toda a beleza
De nossa Língua Portuguesa!
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
1- Afixar numa cartolina grande, um a um, dez cartões com os nomes das 10 classes gramaticais.
2- Ler o poema em voz alta.
3- Formar 10 grupos para pesquisar e depois debater cada classe pesquisada.
4- Todos os grupos deverão ter no caderno cada classe pesquisada pelos outros grupos.
5- debate:
a) Qual é a principal mensagem do poema?
b) é importante aprender gramática? Por quê?
c) Cada grupo apresentar palavras correspondentes a sua classe pesquisada.
d) com esse banco de palavras, cada um reproduz um texto. No final, destacar a que classe pertence cada palavra do banco utilizado no texto.
TEXTOS PARA ESTUDO
TEXTO 1
Circuito Fechado
Ricardo Ramos
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
TEXTO 2
TEXTO 2
Vidinha Redonda
Kátia da Costa Aguiar
Esperma, óvulo, embrião, parto. Bebê, choro, sobressalto, cocô, xixi, fralda, leite, colo, sono. Doença, vômito, pavor, pediatra, remédio, preço. Murmúrio, passos, fala. Escola, lancheira, material, professora. Curiosidade, descoberta. Crescimento, desenvolvimento, pêlos pubianos, seios, curvas, menstruação, modess, cólica, atroveran, adolescência. Primeiro beijo, paixão, shopping center. Batom, esmalte, rinsagem, depilação. namorado, pressão, intimidade, culpa. Festa, pai, ciúme, relógio, motel, desculpa, dissimulação. Faculdade, trabalho, consciência, cansaço, sossego, idade. Noivado, loja, fogão, geladeira, cama, mesa, banho, aliança, chá-de-panela. Cartório, igreja, núpcias. Sexo, trabalho, sexo, trabalho, sexo, esperma, óvulo, licença, parto.
TEXTO 3
Trânsito
Luzia Fialho, Leandro Rangel, Paola Teodoro
Porta, banco, cintochave, afogador. Ufa! Acelera, engata, foi!2ª, 3º, 4ª,sinaleira,freio.Laranja,jornal,esmola,acelera, engata, foi!Salvador França,Ipiranga.Acelera, engata, foi!Ôpa! ficouCongestionamentoLiga rádio -Voz do Brasil...Desliga.Calor,cigarro,estacionamento lotado!Fila.Espera.Vaga.8 horas...Atrasado.
TEXTO 4
Dona-de-casa
Carine Vargas
Sol.Bom dia, dentes, filhos, uniforme,merenda, café, carro, escola, carro, supermercado,carne, pão, banana, refrigerante, alface, cebola,tomate. Carro,casa, cama, lençol, travesseiro, colcha, roupa, lavanderia, máquina, sabão, sala,almofada, pano, pó, cortina, tapete, feiticeira. Banheiro, descarga, balde, água,desinfetante, toalha molhada, lavanderia, arame, prendedor. Cozinha, pia,tábua, faca, panela, fogão, bife, arroz, molho, feijão, salada, mesa, toalha,pratos, talheres, copos, guardanapos, carro, escola, filhos, carro, almoço, mesa,pia, louça, armário, fogão, piso. Televisão, jornal, filhos, tema, lanche, leite,nescau, pão, margarina, banana, louça, pia, armário. Carro, filhos, natação,futebol, mensalidade, espera, revista, filhos, carro, casa. Vizinha, conversarápida, lavanderia, arame, roupas, agulha, linha, camisa, calça, ferro de passar.Janta, marido, filhos, sala, televisão, família reunida, dinheiro, discussão,cozinha, mesa, louça, pia, armário. Filhos, sono, escova, creme dental, cama,beijo, durmam com os anjos. Portas chaveadas, janelas fechadas,banho, sabonete, água, toalha, creme no corpo, camisola,renda, escova, cabelo, perfume, dentes limpos,cama, marido, sexo, sono, boa noite,Lua.
Texto 5
POEMAS DE VERBOS!
TEXTO ६
Brinque com a gramática!
Bendito seja o ensino
Que tira a poeira da mente
Quanto mais a gente estuda
Tanto mais a gente aprende.
Não há divisão de classes
Entre as classes de palavras
Vivem unidas entre si
Umas mansas, outras bravas.
Manso é o artigo
Nem sempre de primeira
Ora define, ora indefine.
Fica sem eira nem beira.
Substantivo? Este é bravo
Abstrato ou concreto
Simples, composto, comum, próprio,
Primitivo, derivado, coletivo,
Dá nome aos “se”, é completo.
O adjetivo exalta, enaltece
Está sempre em atividade
Às vezes machuca,
Sem piedade.
Numeral, pode ser cardinal,
Fracionário, ordinal ou multiplicativo.
Agora sim,
Acompanha a tecnologia
Está nos computadores
Enche o bolso, esvazia.
Estes pronomes irrequietos
São pessoais: oblíquos, retos
Cerimoniosos, de tratamento
Aconchegantes, bem a contento.
Se há antecedente
O pronome torna-se relativo
Se algo lhe perguntam
Fica logo interrogativo।
Indefinidos...possessivos
Demonstrativos, com personalidade
Acompanha “ o ente” são adjetivos
“denotando-o” são substantivos_ barbaridade!
Enclíticos, proclíticos, mesoclíticos,
Átonos ou tônicos
Importa coloca-los no lugar
Para que o todo se torne harmônico.
Advérbio te conheço
De algum modo, tempo
Meio, finalidade, lugar
Se afirmo, duvido ou nego
É de ti que vou precisar.
Verbo, riqueza da língua
Palavra forte, ação.
Tem modo, tempo e pessoa.
Sozinho ou acompanhado
É fenômeno, é estado.
Conjunção liga frases
É argamassa na construção
Pode dar sentido ao texto
É coerência, e coesão.
Preposição, que seria de nós
Sem a tua ajuda?
Tu ligas regente e regido
Se te empregamos de qualquer jeito
O sentido muda.
Interjeição é bem “light”
Expressa emoção
Alegria, raiva, dor...
Sai da boca sem preocupação.
Adjetivo, artigo, advérbio, numeral
Substantivo, verbo, preposição, conjunção
Interjeição e pronome são classes de palavras
Umas são mansas, outras são bravas.
Use-as com parcimônia
Descubra toda a beleza
De nossa Língua Portuguesa!
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
1- Afixar numa cartolina grande, um a um, dez cartões com os nomes das 10 classes gramaticais.
2- Ler o poema em voz alta.
3- Formar 10 grupos para pesquisar e depois debater cada classe pesquisada.
4- Todos os grupos deverão ter no caderno cada classe pesquisada pelos outros grupos.
5- debate:
a) Qual é a principal mensagem do poema?
b) é importante aprender gramática? Por quê?
c) Cada grupo apresentar palavras correspondentes a sua classe pesquisada.
d) com esse banco de palavras, cada um reproduz um texto. No final, destacar a que classe pertence cada palavra do banco utilizado no texto.
TEXTOS PARA ESTUDO
TEXTO 1
Circuito Fechado
Ricardo Ramos
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
TEXTO 2
TEXTO 2
Vidinha Redonda
Kátia da Costa Aguiar
Esperma, óvulo, embrião, parto. Bebê, choro, sobressalto, cocô, xixi, fralda, leite, colo, sono. Doença, vômito, pavor, pediatra, remédio, preço. Murmúrio, passos, fala. Escola, lancheira, material, professora. Curiosidade, descoberta. Crescimento, desenvolvimento, pêlos pubianos, seios, curvas, menstruação, modess, cólica, atroveran, adolescência. Primeiro beijo, paixão, shopping center. Batom, esmalte, rinsagem, depilação. namorado, pressão, intimidade, culpa. Festa, pai, ciúme, relógio, motel, desculpa, dissimulação. Faculdade, trabalho, consciência, cansaço, sossego, idade. Noivado, loja, fogão, geladeira, cama, mesa, banho, aliança, chá-de-panela. Cartório, igreja, núpcias. Sexo, trabalho, sexo, trabalho, sexo, esperma, óvulo, licença, parto.
TEXTO 3
Trânsito
Luzia Fialho, Leandro Rangel, Paola Teodoro
Porta, banco, cintochave, afogador. Ufa! Acelera, engata, foi!2ª, 3º, 4ª,sinaleira,freio.Laranja,jornal,esmola,acelera, engata, foi!Salvador França,Ipiranga.Acelera, engata, foi!Ôpa! ficouCongestionamentoLiga rádio -Voz do Brasil...Desliga.Calor,cigarro,estacionamento lotado!Fila.Espera.Vaga.8 horas...Atrasado.
TEXTO 4
Dona-de-casa
Carine Vargas
Sol.Bom dia, dentes, filhos, uniforme,merenda, café, carro, escola, carro, supermercado,carne, pão, banana, refrigerante, alface, cebola,tomate. Carro,casa, cama, lençol, travesseiro, colcha, roupa, lavanderia, máquina, sabão, sala,almofada, pano, pó, cortina, tapete, feiticeira. Banheiro, descarga, balde, água,desinfetante, toalha molhada, lavanderia, arame, prendedor. Cozinha, pia,tábua, faca, panela, fogão, bife, arroz, molho, feijão, salada, mesa, toalha,pratos, talheres, copos, guardanapos, carro, escola, filhos, carro, almoço, mesa,pia, louça, armário, fogão, piso. Televisão, jornal, filhos, tema, lanche, leite,nescau, pão, margarina, banana, louça, pia, armário. Carro, filhos, natação,futebol, mensalidade, espera, revista, filhos, carro, casa. Vizinha, conversarápida, lavanderia, arame, roupas, agulha, linha, camisa, calça, ferro de passar.Janta, marido, filhos, sala, televisão, família reunida, dinheiro, discussão,cozinha, mesa, louça, pia, armário. Filhos, sono, escova, creme dental, cama,beijo, durmam com os anjos. Portas chaveadas, janelas fechadas,banho, sabonete, água, toalha, creme no corpo, camisola,renda, escova, cabelo, perfume, dentes limpos,cama, marido, sexo, sono, boa noite,Lua.
Texto 5
POEMAS DE VERBOS!
Pare! Pensei!
Vi!Olhei! Falei!
Pensei!Corri! Bati!
Caí!Segui! Sumi! Morri!
Parei para ओब्सेर्वर
Pensei no que fazerVi acontecerOlhei ao meu redorFalei de emoçãoPensei com o coraçãoCorri de medoBati contra a paredeCai sobre uma redeSegui o meu caminhoSumi pelos espinhosMorri de tanto ri।
Hermes José Novakoski
TEXTO ६
ouvi, acordei.ouvi,xinguei e ouvi.levantei, ouvi, andei, ouvi.peguei, falei, sentei, ouvi.falei, ouvi, falei, ouvi, falei.desliguei, levantei, xinguei.comentei, deitei e dormi.
TEXTO 7
Infinitos adjetivos
Prisioneiro libertado,Fugitivo abrigado,Réu absolvido,Procurador geral.Amordaçado, com a fala,Eloqüente que cala,Acusador que perdoa,Defensor público.Cangaceiro apaziguado,Justiceiro da esperança,Adulto que é criança,Promotor do direito.Pecador arrependido,Andarilho descansado,Temeroso destemido,Pastor de um rebanho.Deslocado que encaixa,Altivo que se rebaixa,Humilde que cresce,Senhor de si mesmo.Aonde encaixamInfinitos adjetivos?
TEXTO 7
Infinitos adjetivos
Prisioneiro libertado,Fugitivo abrigado,Réu absolvido,Procurador geral.Amordaçado, com a fala,Eloqüente que cala,Acusador que perdoa,Defensor público.Cangaceiro apaziguado,Justiceiro da esperança,Adulto que é criança,Promotor do direito.Pecador arrependido,Andarilho descansado,Temeroso destemido,Pastor de um rebanho.Deslocado que encaixa,Altivo que se rebaixa,Humilde que cresce,Senhor de si mesmo.Aonde encaixamInfinitos adjetivos?
Aprenda Português!
Aprenda Português!
Brinque com a gramática!
Bendito seja o ensino
Que tira a poeira da mente
Quanto mais a gente estuda
Tanto mais a gente aprende.
Não há divisão de classes
Entre as classes de palavras
Vivem unidas entre si
Umas mansas, outras bravas.
Manso é o artigo
Nem sempre de primeira
Ora define, ora indefine.
Fica sem eira nem beira.
Substantivo? Este é bravo
Abstrato ou concreto
Simples, composto, comum, próprio,
Primitivo, derivado, coletivo,
Dá nome aos “se”, é completo.
O adjetivo exalta, enaltece
Está sempre em atividade
Às vezes machuca,
Sem piedade.
Numeral, pode ser cardinal,
Fracionário, ordinal ou multiplicativo.
Agora sim,
Acompanha a tecnologia
Está nos computadores
Enche o bolso, esvazia.
Estes pronomes irrequietos
São pessoais: oblíquos, retos
Cerimoniosos, de tratamento
Aconchegantes, bem a contento.
Se há antecedente
O pronome torna-se relativo
Se algo lhe perguntam
Fica logo interrogativo।
Indefinidos...possessivos
Demonstrativos, com personalidade
Acompanha “ o ente” são adjetivos
“denotando-o” são substantivos_ barbaridade!
Enclíticos, proclíticos, mesoclíticos,
Átonos ou tônicos
Importa coloca-los no lugar
Para que o todo se torne harmônico.
Advérbio te conheço
De algum modo, tempo
Meio, finalidade, lugar
Se afirmo, duvido ou nego
É de ti que vou precisar.
Verbo, riqueza da língua
Palavra forte, ação.
Tem modo, tempo e pessoa.
Sozinho ou acompanhado
É fenômeno, é estado.
Conjunção liga frases
É argamassa na construção
Pode dar sentido ao texto
É coerência, e coesão.
Preposição, que seria de nós
Sem a tua ajuda?
Tu ligas regente e regido
Se te empregamos de qualquer jeito
O sentido muda.
Interjeição é bem “light”
Expressa emoção
Alegria, raiva, dor...
Sai da boca sem preocupação.
Adjetivo, artigo, advérbio, numeral
Substantivo, verbo, preposição, conjunção
Interjeição e pronome são classes de palavras
Umas são mansas, outras são bravas.
Use-as com parcimônia
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De nossa Língua Portuguesa!
Brinque com a gramática!
Bendito seja o ensino
Que tira a poeira da mente
Quanto mais a gente estuda
Tanto mais a gente aprende.
Não há divisão de classes
Entre as classes de palavras
Vivem unidas entre si
Umas mansas, outras bravas.
Manso é o artigo
Nem sempre de primeira
Ora define, ora indefine.
Fica sem eira nem beira.
Substantivo? Este é bravo
Abstrato ou concreto
Simples, composto, comum, próprio,
Primitivo, derivado, coletivo,
Dá nome aos “se”, é completo.
O adjetivo exalta, enaltece
Está sempre em atividade
Às vezes machuca,
Sem piedade.
Numeral, pode ser cardinal,
Fracionário, ordinal ou multiplicativo.
Agora sim,
Acompanha a tecnologia
Está nos computadores
Enche o bolso, esvazia.
Estes pronomes irrequietos
São pessoais: oblíquos, retos
Cerimoniosos, de tratamento
Aconchegantes, bem a contento.
Se há antecedente
O pronome torna-se relativo
Se algo lhe perguntam
Fica logo interrogativo।
Indefinidos...possessivos
Demonstrativos, com personalidade
Acompanha “ o ente” são adjetivos
“denotando-o” são substantivos_ barbaridade!
Enclíticos, proclíticos, mesoclíticos,
Átonos ou tônicos
Importa coloca-los no lugar
Para que o todo se torne harmônico.
Advérbio te conheço
De algum modo, tempo
Meio, finalidade, lugar
Se afirmo, duvido ou nego
É de ti que vou precisar.
Verbo, riqueza da língua
Palavra forte, ação.
Tem modo, tempo e pessoa.
Sozinho ou acompanhado
É fenômeno, é estado.
Conjunção liga frases
É argamassa na construção
Pode dar sentido ao texto
É coerência, e coesão.
Preposição, que seria de nós
Sem a tua ajuda?
Tu ligas regente e regido
Se te empregamos de qualquer jeito
O sentido muda.
Interjeição é bem “light”
Expressa emoção
Alegria, raiva, dor...
Sai da boca sem preocupação.
Adjetivo, artigo, advérbio, numeral
Substantivo, verbo, preposição, conjunção
Interjeição e pronome são classes de palavras
Umas são mansas, outras são bravas.
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De nossa Língua Portuguesa!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Dicas para ser um vencedor!
1ª Escolha seus amigos. Não ande com pessoas que não vão agregar nada à sua vida futura;2ª Estude. Lembre-se que o século XXI é o século da inteligência. Vencerão somente os melhores;
3ª Procure ouvir a experiência dos mais velhos। As vezes pode ser chato, mas antes de descartar bons conselhos, pense neles;
4ª Cuide de sua saúde. Pratique esportes. Não fume;
5ª Encha seu tempo। Não fique desocupado। Faça alguma coisa boa - cursos rápidos além da escola é uma boa opção;
6ª Aprenda inglês e espanhol। Lembre-se que inglês será idioma universal. Mais da metade da população mundial estará falando inglês nos próximos anos. Espanhol é importante porque será a segunda língua mundial;
7ª Aprenda computação। Seja amigável com um computador। O mundo será cada dia mais eletrônico। Navegue na Internet buscando informações úteis para o seu futuro;
8ª Divirta-se। Seja uma pessoa alegre. Sorria!
9ª Seja "polido" e "educado"। Saiba dizer "com licença", "pôr favor", "obrigado", "desculpe". Pessoas educadas têm mais sucesso na vida e no trabalho;
10ª Resista à tentação às drogas e maneiras fáceis (e falsas) de ser feliz. Lembre-se que a felicidade e o sucesso são construídos no dia-a-dia pôr nossas atitudes e comportamentos. Acredite em Você!
Lembre-se que Você e a pessoa mais importante no mundo! Você merece o melhor!
100 Erros comuns em Redação
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.
1. "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
2. "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3. "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4. "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
5. Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6. Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7. "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8. "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9. "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10. "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11. Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12. Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14. Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15. Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16. Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17. Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18. "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19. "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20. Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21. Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22. Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23. Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24. O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25. A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26. Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27. "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28. Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29. A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30. Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31. O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32. Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33. "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34. O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35. Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36. "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37. A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38. A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39. Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40. Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41. Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42. "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43. Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44. Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45. Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46. Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47. Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48. O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49. As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50. Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51. Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52. Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53. A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54. Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55. Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56. Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57. O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58. À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59. Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60. Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61. A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62. Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63. Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64. Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.
65. Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66. "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67. Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68. Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69. Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70. Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
71. A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72. A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa ma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73. Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74. Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75. Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76. Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77. Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
78. Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
79. Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80. O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81. A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82. Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83. Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84. "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85. A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86. Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87. O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88. Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89. "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90. A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91. O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92. "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93. A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94. É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95. Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96. Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97. A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98. "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
99. Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100. "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
1. "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
2. "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3. "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4. "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
5. Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6. Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7. "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8. "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9. "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10. "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11. Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12. Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14. Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15. Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16. Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17. Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18. "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19. "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20. Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21. Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22. Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23. Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24. O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25. A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26. Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27. "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28. Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29. A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30. Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31. O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32. Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33. "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34. O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35. Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36. "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37. A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38. A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39. Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40. Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41. Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42. "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43. Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44. Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45. Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46. Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47. Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48. O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49. As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50. Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51. Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52. Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53. A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54. Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55. Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56. Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57. O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58. À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59. Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60. Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61. A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62. Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63. Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64. Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.
65. Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66. "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67. Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68. Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69. Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70. Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
71. A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72. A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa ma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73. Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74. Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75. Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76. Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77. Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
78. Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
79. Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80. O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81. A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82. Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83. Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84. "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85. A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86. Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87. O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88. Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89. "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90. A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91. O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92. "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93. A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94. É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95. Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96. Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97. A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98. "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
99. Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100. "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
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