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quinta-feira, 11 de junho de 2009
Macunaíma, apenas uma história
Amigos tomem lugar
Nessas cadeiras que são seus assentos
Que vou agora cantar um lamento:
A história de um índio
Descendia da tribo dos Tapanhumas
Um grande herói popular
Vou falar de um índio బ్రసిలేఇరో
De uma tribo já extinta
Nasceu à margem do Uraricoera
Em plena floresta amazônica
“Herói de nossa gente”
Sedutor, trapaceiro e valente
Desde a primeira infância,
Revelava-se “preguiçoso”
Além de andar pra ganhar vintém
Não dava ouvidos pra ninguém.
Não era um menino కుం
De índio negro, vira branco
inseto, peixe e até mesmo um pato
De tanto aprontar
Foi abandonado pela mãe
No meio do mato
E assim como qualquer umFoi seguindo a sua trilha
Com as perninhas em arco
Botou o pé na estrada
Até que caiu sem perceber
Numa grande numa armadilha
Do monstro a escaparAtingindo o “tamanho dum homem taludo”.
Encontra Macunaíma a Mãe do Mato
A quem viria a se apaixonar
Desse amor nasceu o prematuro curumim
Que inocente fora envenenado como um jasmim
Depois foi a vez de Ci
Transformando-se numa estrela cintilante
Que ao céu num grande cipó fez se a subir
Tomado de tristeza,
Macunaíma partiu rumo às matas misteriosas
Encontra Capei, monstro fantástico
No longo confronto
Perde seu talismã
Sua maior riqueza
Vendido ao temido gigante Venceslau
Por um pobre mariscador
Longe estava seu muiraquitã
Sem saber nosso herói
Que a partir dali
Começava a sua dor
Junto com seus irmãos Manaape e Jiquê
Segue seu destino rumo à grande capital
Lá o índio que se depara com a dita “civilização”
Sem força suficiente pra lutar
Depois de uma tentativa de aproximação
Resolve Macunaíma a outras forças se apegar
Vai ao Rio de Janeiro procurar
O terreiro de macumba
Para o gigante a macumbeira castigar
Mas nem mesmo ferroado por quarenta mil formigas-de-fogo
Ele nunca tinha visto seu oponente tão poderoso
Retorna a São Paulo
Saudoso, resolve escrever Num satírico estilo beletrista
Uma descrição que precisa ver
Conta da vida paulistana
Com seus arranha-céus
Ruas cheias de gente, cinemas,
Casas de moda, ônibus, estátuas
Sem falar da vida profana
Jiguê resolveu se amulherar com Suzi
Já desconfiado do irmão
Que tinha uma vida amorosa falada
Com sua antiga mulher que expulsou da morada
Descobre a nova traição
Fica furioso, dá no irmão uma baita sura
E a cunhatã de paulada ataca sem perdão
Comunicado pelo irmão Mannape da volta do gigante
Enche-se de coragem e decide matar
Aquele que sua vida só fez atrapalhar
Prepara uma armadilha poderosa
Onde coloca Piaimã num cipó a balançar
Reconquistada sua muiraquitã,
Macunaíma, Maanape e Jiguê vestem de índios
E a sua aldeia resolvem voltar
No caminho encontra-se com a Iara
Que com cantigas vive a encantar
“Não vim no mundo para pedra virar”.
Sem se dar conta lá estava no meio do rio
Novamente por seu talismã a procurar
Disciplina rígida, método, lapidação de caráter,
A própria encarnação da esperteza e da improvisação
È o que a pedra vem simbolizar
Morreu Macunaíma engolido pelo boitatá
Transformando-se numa grande constelação
“ E assim acabou-se a história que acabei de contar”
Tudo a um papagaio quem contou foi o nosso herói
Que a mim contou com grande satisfação.
Nessas cadeiras que são seus assentos
Que vou agora cantar um lamento:
A história de um índio
Descendia da tribo dos Tapanhumas
Um grande herói popular
Vou falar de um índio బ్రసిలేఇరో
De uma tribo já extinta
Nasceu à margem do Uraricoera
Em plena floresta amazônica
“Herói de nossa gente”
Sedutor, trapaceiro e valente
Desde a primeira infância,
Revelava-se “preguiçoso”
Além de andar pra ganhar vintém
Não dava ouvidos pra ninguém.
Não era um menino కుం
De índio negro, vira branco
inseto, peixe e até mesmo um pato
De tanto aprontar
Foi abandonado pela mãe
No meio do mato
E assim como qualquer umFoi seguindo a sua trilha
Com as perninhas em arco
Botou o pé na estrada
Até que caiu sem perceber
Numa grande numa armadilha
Do monstro a escaparAtingindo o “tamanho dum homem taludo”.
Encontra Macunaíma a Mãe do Mato
A quem viria a se apaixonar
Desse amor nasceu o prematuro curumim
Que inocente fora envenenado como um jasmim
Depois foi a vez de Ci
Transformando-se numa estrela cintilante
Que ao céu num grande cipó fez se a subir
Tomado de tristeza,
Macunaíma partiu rumo às matas misteriosas
Encontra Capei, monstro fantástico
No longo confronto
Perde seu talismã
Sua maior riqueza
Vendido ao temido gigante Venceslau
Por um pobre mariscador
Longe estava seu muiraquitã
Sem saber nosso herói
Que a partir dali
Começava a sua dor
Junto com seus irmãos Manaape e Jiquê
Segue seu destino rumo à grande capital
Lá o índio que se depara com a dita “civilização”
Sem força suficiente pra lutar
Depois de uma tentativa de aproximação
Resolve Macunaíma a outras forças se apegar
Vai ao Rio de Janeiro procurar
O terreiro de macumba
Para o gigante a macumbeira castigar
Mas nem mesmo ferroado por quarenta mil formigas-de-fogo
Ele nunca tinha visto seu oponente tão poderoso
Retorna a São Paulo
Saudoso, resolve escrever Num satírico estilo beletrista
Uma descrição que precisa ver
Conta da vida paulistana
Com seus arranha-céus
Ruas cheias de gente, cinemas,
Casas de moda, ônibus, estátuas
Sem falar da vida profana
Jiguê resolveu se amulherar com Suzi
Já desconfiado do irmão
Que tinha uma vida amorosa falada
Com sua antiga mulher que expulsou da morada
Descobre a nova traição
Fica furioso, dá no irmão uma baita sura
E a cunhatã de paulada ataca sem perdão
Comunicado pelo irmão Mannape da volta do gigante
Enche-se de coragem e decide matar
Aquele que sua vida só fez atrapalhar
Prepara uma armadilha poderosa
Onde coloca Piaimã num cipó a balançar
Reconquistada sua muiraquitã,
Macunaíma, Maanape e Jiguê vestem de índios
E a sua aldeia resolvem voltar
No caminho encontra-se com a Iara
Que com cantigas vive a encantar
“Não vim no mundo para pedra virar”.
Sem se dar conta lá estava no meio do rio
Novamente por seu talismã a procurar
Disciplina rígida, método, lapidação de caráter,
A própria encarnação da esperteza e da improvisação
È o que a pedra vem simbolizar
Morreu Macunaíma engolido pelo boitatá
Transformando-se numa grande constelação
“ E assim acabou-se a história que acabei de contar”
Tudo a um papagaio quem contou foi o nosso herói
Que a mim contou com grande satisfação.
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